segunda-feira, 20 de julho de 2009

St. Ludwin Piesporter Riesling Kabinett 2007

Portuguese
Sensacional descoberta, totalmente inusitada. Passeando pelo supermercado Zona Sul, com vontade de tomar um belo riesling, esbarrei nesta preciosidade de 30 reais. Este vinho alemão é produzido na região central de Mosel, na vila de Piesporter, próximo à fronteira com a França e Luxemburgo, onde a varietal riesling predomina. A denominação Kabinnet na alemanha indica que o mosto não fermentou todo seu açucar, resultando em um vinho com baixo teor alcoólico (8,5%) e uma sutil doçura residual. A combinação de baixa graduação e humilde doçura o torna extremamente fácil de beber.
A cor deste vinho é linda, amarelo ouro, bastante transparente. No nariz agradáveis notas cítricas, algo como abacaxi e limão, além de tons florais e minerais. Na boca sente-se um corpo agradabilíssimo apesar do baixo teor alcoólico, e uma acidez super presente porém totalmente equilibrada com a sutil doçura residual do vinho. Notas de petróleo confirmam a mineralidade da riesling alemã. Sem dúvida alguma é uma preciosidade pelo preço inacreditável pago por este vinho.

English
Beautiful discovery of an increadibly cheap german wine. Great riesling, with a charming golden color. Good citrus notes to the nose, hints of pineapple and lime, along with expressive mineral and floral notes. In the palate I perceived great brisk acidity totally balanced by the very subtle residual sugar in this low alcohol content wine (8,5%), which makes it, by the way, an easy wine to drink. This humble content does not compromise at all the modest body of the wine. I also felt a great petroleum note to the palate, very typical of the german riesling varietal. I was truly astonished by this great, affordable wine, that coupled perfectly with my sicilian lemon risotto.

St. Ludwin Piesporter Riesling Kabinett 2007
Piesporter, Mosel - Alemanha
Zona Sul
R$ 29,85 (U$ 14)
Nota: 89 LP's

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Finca Flinchman Dedicado 1999


Portuguese
Corri para comprar algumas garrafas deste belo vinho argentino em promoção na worldwine por míseros R$40,00. Normalmente ele custa 3 vezes isto. O motivo desta barganha é o fato do vinho já ter passado seu ápice, encontrando-se em fase de declínio de sua vida. Ainda assim, tinha frutas muito acentuadas, tabaco forte, taninos expressivos, belo para acompanhar comidas de temperos fortes. Elaborado somente em anos considerados excepcionais pelo enólogo Luis Cabral de Almeida, o vinho é um corte de cabenet sauvignon, syrah e malbec. Dava pra se notar claramente que há um ou dois anos atrás, seu aroma e paladar deviam estar no cume da elegância. Mesmo assim, valeu a pena pelo preço. Sugiro não deixar este vinho passar dos 7 anos de idade para ser degustado. Infelizmente, pelo preço ofertado, aparentemente o estoque da worldwine está esgotado. Quem quiser comprar este vinho, sugiro procurar o 2001 e 2004.

English
Taking advantage of a great bargain, I bought a couple of bottles of this beautiful argentinian wine. The reason for the discount is because the wine has passed its peak, and is currently in its life's downfall. Yet, I could still notice great fruit, strong tobacco notes, expressive tanins, great wine to pair with dishes with substancial sauces. Elaborated only in years considered exceptional by winemaker Luis Cabral de Almeida, this wine is a blend of cabernet sauvignon, syrah and malbec grapes. I could clearly notice that one or two years before, this wine was probably in its peak of aroma and taste. If anyone wishes to try this wine, I suggest looking for the 2001 and 2004 vintages, and please drink it before it reaches 7 years of age.

Finca Flichman Dedicado 1999
Mendoza - Argentina
R$ 135,00 (comprado a R$ 40,00 em promoção)
Nota: 90 LP's

sábado, 9 de fevereiro de 2008

SICHEL SIRIUS - BORDEAUX 2001

Portuguese
Este bordeaux tem cor rubi, com reflexos púrpuros, e um nariz surpreendentemente complexo. Notas de cassis, tabaco, e uma típica madeira de bordeaux. Ótimo corpo, com uma doçura agradável. O impressionante foi notar que após poucos minutos na taça, seu sabor ia desaparecendo. Consultei no site do produtor Sichel, e entendi o que aconteceu. O 2001 é sugerido para consumo entre 2004 e 2007. Logo, como o degustei em 2008, ele já havia passado do seu pico de vida. Continuo sugerindo este belo, humilde bordeaux, mesmo precisando tomar a garrafa inteira em poucos minutos. Sugiro não fazê-lo sozinho...


Sichel Sirius 2001

Bordeaux - França
Worldwine
R$ 19,20 - O 2002 em promoção!
Nota: 88 LP`s


English
This great bordeaux has a ruby color with purple reflections, and a surprinsingly complex nose. I got some cassis, tobacco and a typical bordeaux wood. Good body and pleasant sweetness. After a couple of minutes in my glass, the flavours started disappearing, so I consulted the producer`s webpage, only to find out that they suggest drinking the 2001 vintage between 2004 and 2007. Since I did it in 2008, I got the wine after it`s taste peak. Even so, I strongly recommend this nice, humble bordeaux, even if you have to drink the whole bottle in a few minutes. I don`t recommend doing this task alone, though...

Sichel Sirius 2001
Bordeaux - France
88 Points LP

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

SAINT CLAIR - VICAR'S CHOICE - PINOT NOIR 2006

Portuguese

Delicia de pinot neozelandês! Fiquei impressionado como já estava muito aprazível para degustação mesmo sendo um 2006, uma criança. Para acompanhar o steak tartare no delicioso Le Vin, bistrô francês recém aberto em Ipanema, no Rio de Janeiro, optamos por este tinto de corpo médio, que pudesse acompanhar bem os temperos deste delicioso mignon cru.

Os pinots têm uma aparência realmente linda. Um rubi bem brilhante com halo transparente. O nariz era modesto, mas notava-se notas de framboesa e cereja. A boca era muito mais interessante que o nariz. Notas terrosas e um tostadinho de café conferiram-lhe um pouco mais de complexidade. Acidez agradavelmente presente, álcool muito bem equilibrado (13,5%) e ótimo final.

Saint Clair - Vicar's Choice - Pinot Noir 2006
Marlborough - Austrália
R$ 69,00
Nota: 87 LP's


English

What a great new-zealand pinot! I was quite impressed with its pleasurable flavor even though it was a 2006, practically a child. To pair with the steak tartare ordered in Le Vin, a recently inaugurated french bistro in Ipanema/Rio de Janeiro/Brazil, we decided to go with this medium-body red, that blends well with the seasoning of this raw filet mignon dish.

The pinots have a beautiful appearance, a very shiny ruby-ish red with a transparent halo. The nose was modest, showing some cherries and red berries. The taste was more exciting than the nose, with some earthy tones and a coffee toast that provided it with a little more complexity. Nice acidity, well balanced alcohol (13,5%), and a great finish.

Saint Clair - Vicar's Choice - Pinot Noir 2006

Marlborough - Australia
87 Points LP's

Rua Barão da Torre, 490
Ipanema - Rio de Janeiro - Brasil
55(21) 3502-1002

domingo, 23 de dezembro de 2007

LOMA LARGA - SAUVIGNON BLANC 2006

Bebi este vinho no restaurante para acompanhar um cherne ao molho de vinho branco com arroz de açafrão. Temperatura adequada (uns 12ºC) e 13,8% de álcool. Por se tratar de um vinho branco elaborado com 100% de uvas sauvignon blanc, sua juventude (2006) lhe conferiu uma acidez muito agradável. Sua procedência é chilena, do vale do Casablanca, onde já havia escutado que produzem ótimos brancos.

A cor do vinho era bastante límpida e transparente, puxando para o branco-papel já esperado por sua idade. No nariz uma citricidade imponente, mas pouca persistência. A boca era agradável, bastante fresca e levemente floral. Acompanhou melhor a salada caprese de aperitivo do que o peixe em si. Sempre gosto de harmonizar molhos de tomate, ou saladas de tomate com sauvignon blanc, torrontés, ou viognier.

O final era tímido, sem muita persistência. Com o tempo, uma doçura apareceu no nariz, que puxava mais para caldo de abacaxi em lata do que para o mel.
O Loma Larga é um vinho bastante agradável, que deve custar na importadora algo em torno de R$ 50-60. Só fiquei p%#@ da vida por ter pago R$ 96,00 pela garrafa no restaurante. Isso não valeu...

Loma Larga - Sauvignon Blanc 2006

Casablanca - Chile
Nota: 84 LP's.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

PICHON LONGUEVILLE 98 / VIN DE L'EMPEREUR 05

Ontem bebi dois vinhos gigantes. Primeiro, para acompanhar a canela de vitela já mencionada neste blog, um maravilhoso bordeaux, da região de Pauillac (Médoc), no qual predomina a cabernet sauvignon, além da presença da merlot, cabernet franc e petit verdot.

O que me impressionou neste Pichon-Longueville '98, um vinho de quase 10 anos de idade, foi a cor ainda bastante roxa/rubi, sem apresentar reflexos alaranjados. Ele com certeza ainda poderia envelhecer 10-20 anos com um pé nas costas.

O nariz era impressionante! Potência e educação. Senti uma madeira que lembrava móveis antigos, herbacidade muito presente, alcaçuz, e um toque medicinal bastante interessante.
Na boca a persistência foi bem prolongada, os taninos potentes mas nada agressivos, bastante fruta, e uma untuosidade digna de seus 13% de álcool. Sem dúvida alguma, um vinho de estirpe.


Logo em seguida, para acompanhar a sobremesa, um vinho sul-africano fabuloso da uva muscat, o Vin De L'Empereur 2005. A cor era linda, bem dourada. No nariz, a primeira sensação era de raspas de casca de laranja. Em seguida, pêssegos em caldas bem óbvios, acompanhados de damascos frescos. Em seguida, o mel apareceu sutilmente e com agradabilíssima personalidade. A doçura, ao lado da acidez, conferiu ao vinho uma persistência ímpar.
Bela noite.


Chateau Pichon-Longueville 1998
Pauillac-Bordeaux, França
Nota: 92 LP's


Signal Hill Vin De L'Empereur 2005
África do Sul
Nota: 91 LP's

sábado, 24 de novembro de 2007

DOPFF AU MOULIN GEWURTZRAMINER 2005

Magnífica experiência. Servimos este Alsaciano, após 20 minutos no balde com gelo, para acompanhar diferentes queijos. Antes de entrar no mérito deste vinho, vale a pena ressaltar o magnífico queijo italiano taleggio, que fede que nem chulé, mas é estranhamente delicioso.

O vinho estava na temperatura perfeita, uns 11ºC, e tinha cor amarelo-palha suave, ainda bastante transparente e agradável. Uma potência aromática incrível se soltava da taça, e sentia-se no olfato, mesmo com razoável distância do nariz. Aromas bastante frutados e minerais se destacavam. Uma mistura de fruta-do-conde e melão na seara das frutas, e um interessantíssimo toque de gasolina bastante comum nessa região ao nordeste da França, se misturavam e dançavam harmonicamente.

Na boca, o que mais impressionou foram seu corpo e opulência. Era como se eu estivesse tomando uma taça de azeite de frutas. O vinho grudava na boca, desprendendo seus sabores, e a persistência era incrível, podendo sentir aquela "gasolina" por muito tempo no palato. Realmente um vinho maravilhoso, justíssimo, e recomendável.

Dopff-au-Moulin Gewurtzraminer 2005
Alsácia - França
Mistral
Aprox. R$ 70,00
Nota: 91 LP's.

sábado, 10 de novembro de 2007

GUASTI CLEMENTE DOLCETTO D'ALBA 2004

Para acompanhar um penne a la rabiatta num almoço de sábado, pensei em abrir um italiano, da região de Alba, Piemonte, noroeste da Itália. A dolcetto é uma uva interessante, frutada, jovem, e de médio corpo, e por isso achei que casaria bem para este almoço.

O visual era normal, violeta com reflexos rubis, com bastante transparência. No olho já se notava um vinho sem muito corpo. Até aí, tudo bem, era o que havia planejado. No nariz, porém, nada aparecia, a não ser um álcool safado e aromas muito simplórios e óbvios. Já previ que o vinho não seria bom.

Dito e feito, o vinho faltou corpo e sabor. Minha boca não conseguiu decifrar absolutamente nada. Não chega a ser um vinho de sabor ruim, apenas não mostrou porque veio. Um vinho neutro e caro pro que é. Já provei vários dolcettos interessantíssimos, mas este produtor é bastante medíocre. Eu comprei o vinho na Candy, aqui no Rio, que é uma revendedora. Talvez na importadora (que não sei qual é) seja mais barato. De qualquer forma, não vale a pena.

Guasti Clemente Dolcetto D'Alba 2004
Candy
R$ 63,00
Nota: 75 LP's

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

COCODRILO CABERNET SAUVIGNON 2004

Que bela surpresa! Fui comprar um vinho para levar a um jantar na casa de amigos, e o vendedor me indicou este argentino de Mendoza, da uva cabernet sauvignon, o qual nunca havia ouvido nenhum comentário a respeito.

Cor violeta escura, típica do vinho jovem, já demonstrando alguns tênues reflexos rubis. O violeta não estava tão brilhante, o que seria mais comum num vinho de 2006, mas tinha uma tonalidade mais opaca, séria.

No nariz, uma explosão de frutas vermelhas escuras, uma pimenta coçava o nariz. Com o tempo, foi ganhando bastante complexidade, mostrando notas de charuto e esterco. Interessantíssimo.

Na boca uma untuosidade fabulosa, taninos bastante presentes porém agradáveis, e o álcool muito bem posicionado apesar de seus 14,5% de graduação. Ótimo equilíbrio. A pimenta ardia levemente na boca e a fruta escura se consagrava. Me impressionou. Um belo vinho, de preço acessível.

Cocodrilo Cabernet Sauvignon 2004
R$ 52,00
Nota: 88 LP's

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

DAL PIZZOL ESPUMANTE ROSÉ BRUT

Tomei este espumante nacional acompanhando um misto de antipasti que incluía azeitonas, pimentões temperados, tomate seco, alcachofras e queijo parmesão. Ele é elaborado com uvas pinot noir e chardonnay através do método Charmat. A chardonnay lhe dá o frescor e aroma enquanto a pinot noir lhe confere a estrutura necessária.

A cor é muito bonita, cereja brilhante e límpida, com perlage modesto. Aromas de framboesa e casca de maça vermelha acompanhadas de notas florais. O sabor impressionou num primeiro momento, a fruta explodiu na boca e a acidez se mostrou agradabilíssima. Porém, apesar de ser um espumante brut (seco), rapidamente notei um resíduo de açúcar presente. Rapidamente notei que se tornaria levemente enjoativo...e foi o que aconteceu.

Um espumante muito agradável para tomar uma taça, mas não para dividir uma garrafa com outra pessoa.

Dal Pizzol Espumante Rosé Brut
R$ 28,10
Nota: 79 LP's